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“Nascido e criado em Sousas, sempre fui frequentador de Joaquim Egídio. Todos os finais de semana eram rodadas de futebol intercaladas com longos passeios de moto pelas estradas de terra do distrito. Quantas recordações. A diversão à noite, em Joaquim Egídio, ficava por conta de três bares: o do seu Rubens, seu Raimundo e seu Vitório, para os mais chegados, bar do Rubão, bar do Meio e bar de Cima.
No local onde foi o bar do seu Rubens por 45 anos, passou o bar do Said, em meados de 1984, e em seguida bar do Múcio.
Na época em que era bar do Said, nossa turma, freqüentadora assídua, colocou o nome de SAID`4. Said era bom de conversa, conhecedor da vida e um bom dono de bar. O tempo passou e o bar mudou de dono. E desta vez quem assumia era o Múcio. Um artista que com o pincel na mão transformava a tela branca em lindos quadros, com baianas, lavadeiras, jogos de capoeira e ainda fazia lindos cartões natalinos que expunha e vendia nas praças de sábado e domingo. E aquela mesma turma, ainda fiel ao bar, passou então a chamá-lo de eMUCIOnado.
Uma noite de muito movimento, perguntei se estavam precisando de uma mãozinha. Mais que uma mão, me colocaram na chapa para fazer lanches e porções, que serviam na época. Isso foi num domingo, Joaquim Egídio estava lotado. Foi a mão mais longa que já dei nessa vida, pois estou aqui até hoje e espero continuar por longos e longos anos.
Trabalhei para o Mucio por um ano e meio. Durante o dia eu trabalhava em um escritório e, de noite, no bar. Foi quando ele propôs que eu trabalhasse somente no bar. Topei a idéia na hora.
Em meados de 1988, abriram o quarto bar em Joaquim Egídio pelas mãos de Marcelo, Durval e Cris, o “Bargaço”. Para sua abertura demos uma contribuição, pois os donos tinham pouca experiência no ramo.
Por ter feito um bom trabalho com o Mucio e com o Durval, e como já era sabido que o Mucio estava terminando o período de arrendamento do bar, o seu Rubens me perguntou se eu gostaria de arrendar o bar, expliquei que só sabia ser empregado e não dono, ele então me propôs que usasse a empresa dele durante um ano e, se tudo corresse bem, continuaria.
E desde 14 de outubro de 1988 o bar passou a se chamar BAR DO MARCELINO”
Jaime Marcelino Pissolato